Grace Kelly Ferreira ¹, Andréia Amorim da Silva ², Silvia Eliane da Silva Basso ³.
¹Acadêmica da 4ª Série do Curso de História da UNIPAR – Umuarama.
²Acadêmica da 4ª Série do Curso de Hisória da UNIPAR – Umuarama.
³Orientador: Professora Mestre do Curso de História – UNIPAR – Umuarama.
Área: Ciências Humanas; Subárea: História.
Introdução - A partir da segunda metade do século XVIII a liberdade se instaura sobre a mentalidade européia. As Ilustrações neoclássicas cansam os artistas desse século que buscam um novo comportamento. O descaso pelos temas tradicionais da arte gerará a ruptura do Classicismo e a manifestação do espírito Romântico.
Objetivo - O presente trabalho pretende abordar Ludwig van Beethoven dentro de uma conjuntura da história da arte. Identificar as necessidades artísticas dentro dessa conjuntura, que, colaboraram para a ruptura na tradição neoclássica e a busca de um novo estilo de arte que pudesse superar os cânones racionalistas e que correspondesse às novas perceptivas do artista moderno.
Desenvolvimento - A música de Beethoven exerce grande influência na ruptura do Classicismo para o Romantismo. Aluno de Mozart e Haydn é basicamente Clássico, mas filho de uma época diferente de seus predecessores. Era preciso escolher entre obedecer aos cânones artísticos ou manifestar um novo espírito. O clássico domina o impulso da interioridade prezando pela objetividade, equilíbrio e harmonia da criação. O romântico se atém às determinações subjetivas prezando por uma auto-expressão junto à obra. O movimento literário Sturm und Drang que significa Tempestade e Ímpeto, surgido na segunda metade do século XVIII, prepara o caminho para o romantismo. Haydn e Mozart tiveram alguma de suas obras influênciadas por este movimento. O racionalismo como forma de dominar o mundo vai gerar no século XVIII homens saturados de tanta razão. Ao contrário do Iluminismo que enfatizava o racionalismo, a ciência, o Sturm und Drang exalta o sentimento e a natureza. A revolta contra os ditames da razão, elementos que repercutiram na arte em geral e na música propriamente dita ao longo do século XIX . O sentimento em primazia à razão, postura de rebelião à cartesiana, que, o subjetivo se reduz à razão. As músicas de Beethoven, se fazem com a descida ao mundo dos sentimentos, uma descida ao reino dos afetos, dos impulsos, das intuições e inflexões emocionais. O anseio de descobrir o seu Eu autêntico e exprimi-lo totalmente, o que, em suma significou as obras românticas. Na música de Beethoven a expressão desses elementos romperam com a tradição de seus predecessores e instauraram um novo comportamento artístico centrado no indivíduo e suas necessidades de se auto-expressar.
Conclusão - O artista moderno reconhece as necessidades de seu tempo, individuais e coletivas. Os cânones clássicos foram necessários para a Grécia antiga, naquele momento. Um novo contexto exige uma nova percepção. O individualismo romântico, parte do valor aos elementos particularizantes que distinguem um individuo do outro. Esse idealismo leva a uma particularização que qualifica o individuo e sua obra dentro do contexto em que o insere. As criações de Beethoven revelam essas novas perspectivas. Impregnando-se da categoria psicológica do romantismo, o compositor contribuirá, nessa conjuntura histórica, para uma mudança de postura artística. A composição depende de causas indiretas e íntimas, uma multiplicidade de fatores cooperam para que o artista produza. É nesse ambiente de tempestade e paixão que Beethoven expressará sua subjetividade e emancipará a individualidade do artista moderno.
Referências:
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GOMBRICHI, E.H. A história da Arte, trad. Álvaro Cabral. 16º ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1993.
GUINSBURG, J. (Org.) . O Romantismo. 3ª ed. São Paulo: Editora Perspectiva, 1978.
ROHDEN, Humberto. Filosofia universal: O Drama Milenar do Homem em Busca da Verdade Integral. 2ª Vol. 3ª ed. São Paulo. Livraria Freitas Bastos S. A. 1955.
GOETHE, J. W. Teatro vivo: Fausto, São Paulo: Abril Cultural, 1976.
TALMON, J.L. . Romantismo e revolta: Europa 1815-1848, trad. Tome Santos Junior. Lisboa: Verbo, 1967
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
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