sábado, 20 de agosto de 2011

Poesia Nostálgica

Eis que bate a saudade
A falta intensa do antigo tempo
As lembranças fortes do passado
O que resulta no pranto
e contraditoriamente a maior riqueza desse presente efêmero.

Eis que bate a falta
A absurda falta de gente
E, o que seria de mim sem esse sentimento nivelador?
Que ao mesmo tempo reparte, entristece
E ao mesmo tempo enriquece, enaltece, engrandece.

Eis que bate a falta da original cidade
Falta dos rumores do povo
Da presença da imaginação
Da criatividade dos bons tempos
Falta da minha identidade.

Grace Kelly Ferreira
Criado em 20 de Agosto de 2011.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Cotidianamente

Diariamente, só diariamente a rotina me insulta, me suga, me tortura.
Os sonhos parecem estagnados, enquanto o tempo não para de passar
E é proibido parar pra pensar.
Ditadura da técnica, da produção, do consumo e consequentemente da irresolução.
Fica tudo pela metade.
De um jeito brasileiro de achar que esta tudo bem.
Ditadura do tempo, da irreflexão, do disfarce , da superficialidade.
Cotidianamente, o enfado, mesmo crendo no passageiro e no eterno
Enfado de coisas, tarefas repetidas, pessoas metidas, palavras mal ditas, ou não ditas.
Enfado de verdade, de falta de sinceridade, de falta de reflexão.

Grace Kelly Ferreira, 16 de Agosto de 2011.