quinta-feira, 12 de março de 2009

DISCURSO DO CONTRAPONTO

Bom, quando podemos ser simples.
Bom, quando aceitamos o que é simples.
Gostoso, as coisas simples!

Agora, como é difícil ser simples!
E o complexo?
Quando ele começa ser complexo?
A contradição do simples.

Palavras que são tão óbvias, simples.
Há uma necessidade interior de intensificá-las
Torná-las grandes, intensas de fato!
Subjetivá-las, discursá-las transcendentemente
À proporção que isso toma, simplesmente se complica
Simplesmente nos transcende

E quando além do simples
O complexo surpreende

O sujeito estranho
A cara desajustada,
De feição bem afeiçoada,
De traços desencantados
A consciência de outrar-se
Já que a segunda-feira é amanhã
Ai a responsabilidade de seguir em frente
Adiante!

O estranho vira fato, já que o FATO é estranho
Ai a causa do estranhamento é mesmo o desencanto
O desencanto vira pranto
E o pranto é problema do sujeito desajustado
E demasiadamente complexo
Ai, a vontade anímica de VIVER
Com todas as cargas e conflitos dessa investidura
A intensidade desses argumentos,
Simplesmente encerram tal discurso.

Grace Kelly Ferreira.

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